Marine Le Pen, líder do partido francês de extrema-direita, Frente Nacional, dá uma sugestão a Espanha para acabar com a imigração ilegal. Em entrevista ao jornal espanhol «El Mundo», após uma vitória histórica na primeira volta das eleições municipais francesas, Marine Le Pen defende «o fim da saúde gratuita, educação gratuita e benefícios sociais» para quem entrar ilegalmente no país.

O problema de casos como os de Melilla, resolve-se dando um sinal que «não temos nada para lhes oferecer» e, por isso, «não devemos dar educação aos filhos, não devemos pagar-lhes médicos, nem dar-lhes ajudas sociais», acrescenta.

O partido francês de extrema-direita, Frente Nacional, obteve um forte crescimento eleitoral, na primeira ronda das eleições municipais em França, marcadas por uma sanção da esquerda no poder, uma ligeira progressão da direita e uma abstenção recorde.

A Frente Nacional conquistou sete por cento - um valor muito superior aos 0,9 por cento que obteve na primeira ronda das eleições autárquicas de 2008 e ficou em primeiro lugar em várias localidades no sul de França, como Perpignan, Avignon, Béziers ou Fréjus, ou do norte (Forbach).

Em declarações ao «El Mundo», Marine le Pen, líder do partido anti-imigração e anti-União Europeia considerou que os resultados representam «o fim da bipolarização da cena política» e que a França «já não acredita nas mentiras do binómio UMP-PS, procurando uma alternativa».

«O apoio aos nossos candidatos municipais e as sondagens para as eleições europeias, onde esperamos ser o partido mais votado, mostram que os cidadãos estão fartos das políticas impostas pela União Europeia», explica.

Quanto ao apelo recente feito pelo Partido Socialista francês, para que várias forças se unam e impeçam que a Frente Nacional tenha mais autarquias, a eurodeputada de 45 anos, sorri e diz: «Esse pacto cheia a naftalina. Já ninguém acredita que a Frente Nacional é o demónio».