Três ativistas do Femen juntaram-se a um comício da Frente Nacional, em Paris, com pouca roupa e sem serem convidadas. Acabaram mesmo por interromper o discurso de Marine Le Pen, líder do partido. Na verdade, antes de começar a discursar Marine já tinha sido interrompida pelo seu próprio pai, Jean-Marie Le Pen.

Sem ser convidado e pouco antes de a filha discursar, Jean-Marie, fundador da Frente Nacional, subiu ao palco. Impedido de discursar no evento, Jean-Marie roubou a cena à filha. Durante vários minutos e sem olhar Marine, fez o sinal de vitória, e deixou-se ficar, ali, em silêncio. Foi aclamado e aplaudido.

Em seguida, entrou num carro e abandonou o local. Quando parecia que o comício iria, agora, decorrer com normalidade, três ativistas do grupo Femen, surgiram numa varanda, com os seios à mostra. Nos seus corpos lia-se a mensagem “Heil Le Pen”. Tiveram tempo de pendurar bandeiras em alusão ao III Reich e dirigiram várias saudações nazis aos presentes. Acabaram por ser retiradas à força, como habitualmente lhes acontece.

Antes de retomar a palavra, Marine Le Pen, visivelmente incomodada com a sucessão de imprevistos, exclamou: “Tantas surpresas neste 1.º de Maio!”.

O dia 1º de Maio não é só o dia do Trabalhador. Em França, o partido de extrema-direita Frente Nacional (FN), elegeu este dia para homenagear Joana d’Arc, uma heroína francesa que, de alguma forma, representa o sentimento patriótico francês.