O atentado contra o jornal satírico «Charlie Hebdo» indignou o mundo e já está a provocar efeitos nas redes sociais, para além das manifestações de choque ou solidariedade. Vários políticos têm registado um aumento do número de fãs nas diversas plataformas da Internet, sendo que o caso mais evidente é, segundo o «Le Figaro», o de Marine Le Pen, da Frente Nacional.

A líder do partido de extrema-direita viu o número de gostos na sua página de Facebook aumentar cerca de 300% (287%), face ao crescimento verificado no dia anterior. Um aumento de cerca de 25 mil gostos em 24 horas, segundo as estatísticas da rede social mais utilizada do mundo, citadas pelo jornal francês.

Números divulgados esta quinta-feira e que podem estar relacionados com a forte reação de Le Pen ao ataque. A líder da Frente Nacional não só condenou o atentado, como considerou, em entrevista à France 2, que «os islamitas abriram guerra contra França». A eurodeputada foi mais longe e anunciou no Twitter que vai propor um referendo sobre a pena de morte.
   
Mas Le Pen não foi a única a beneficiar do ataque, nas redes sociais. Após o ataque, o perfil de François Hollande também registou um crescimento de cerca de 300%, em relação ao dia anterior. Contudo, o número de novos gostos do presidente francês foi inferior ao de Le Pen ficando-se pelos 12 mil.

Na Internet, o crime, que provocou 12 vítimas mortais, está a comover milhares de utilizadores. Só no Twitter, a hashtag que se tornou viral e símbolo do movimento de solidariedade, #JeSuisCharlie, já foi utilizada em mais de 3,5 milhões de mensagens. De acordo com o microblog, a utilização da hashtag ronda uma média de 6500 tweets por minuto.