Foi a própria Mariela Castro, filha do atual presidente cubano Raúl Castro e sobrinha de Fidel Castro que desmentiu, em declarações à Telesur, a informação avançada pela imprensa estrangeira de que estava entre os passageiros do voo operado pela Air Algérie.

«Estou viva, feliz e de boa saúde...sinceramente não entendo qual é o 'show'», afirmou em Havana, num contacto telefónico com o canal.





O aeroporto de Ouagadougou tinha dado a informação de que Mariela estava no avião no seu site oficial.

Mariela Castro é sexóloga, ativista dos direitos homossexuais e dirige o Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba.

O avião MD83 da SwifrAir, operado pela Air Algerie, tinha 116 pessoas a bordo. O piloto terá pedido uma mudança de rota, por causa do mau tempo.



Há ainda informações não confirmadas que os destroços do avião terão sido encontrados.

As notícias em torno do voo AH5017, que fazia a ligação entre Ouagadougou, no Burkina Faso, e Argel, a capital da Argélia, têm assumido versões contraditórias. A agência Reuters avançou ao início da tarde que o aparelho se despenhou, citando fontes das autoridades aéreas argelinas. A BBC adiantava que o aparelho teria estabelecido contacto com uma torre de controlo no Níger, o que dava corpo à hipótese de o aparelho se ter despenhado junto a Niamey.

Contudo, pouco antes das 16:00, o ministro francês dos Negócios Estrangeiros vinha levantar dúvidas sobre esta hipótese. «Apesar dos intensivos esforços, ainda não há sinal do avião e ele ainda não foi encontrado», assegurava Laurent Fabius, em declarações aos jornalistas em Paris.

O ministro adiantava contudo que «o avião provavelmente despenhou-se».