Mariano Rajoy falou, esta terça-feira, aos espanhóis, depois da primeira ronda de contactos para formar Governo. Rajoy não tem ainda uma solução fixada e, por isso, admite que a Espanha volte às urnas para resolver o atual impasse político. É uma hipótese que não lhe agrada e até lhe parece uma má solução, mas, se as eleições forem repetidas, Rajoy garante que tem o apoio do partido para voltar a ser candidato.

“Se as eleições se repetirem, serei de novo candidato”, disse.

 
O chefe de Governo espanhol lançou o apelo para uma “maioria estável para toda a legislatura” aos partidos constitucionalistas que dividem com o PP a mesma visão de uma Espanha unida. Rajoy não mencionou, ao longo do seu discurso, nem o PSOE nem o Ciudadanos. Mas referiu-se claramente a esses dois partidos quando disse que esse Governo teria o apoio de pelo menos 200 deputados. PP, PSOE e Ciudadanos totalizam 223 assentos na Câmara de Deputados.
 
Rajoy considera que essa seria “a posição mais próxima à que os espanhóis escolheram nas urnas. O ainda presidente do Governo de Espanha sublinha que um eventual Executivo de coligação “com amplo apoio parlamentar, capaz de governar com confiança e que dê aos espanhóis estabilidade e credibilidade” deve também ser capaz de alcançar “amplos consensos” para manter “preservar os valores constitucionais”.
 

“Porque ganhámos as eleições, somos a primeira força política e temos legitimidade para o fazer, o PP vai tentar formar Governo”, assegurou.

 

“Se nos juntarmos e formos capazes de constituir um Governo de ampla maioria, creio que podemos ter uma fase de estabilidade”, insistiu.