O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, homenageou todas as vítimas, “sem distinção”, da organização separatista basca ETA e assegurou que todos os crimes “vão continuar a ser investigados” e “serão julgados”.

“Hoje não é um dia para comemorar é um dia para recordar” todas as vítimas da ETA, realçou Mariano Rajoy numa declaração oficial transmitida em direto a partir da sede do Governo espanhol, o Palácio da Moncloa.

Na quinta-feira, a organização separatista basca anunciou de forma oficial a sua “dissolução total” e o fim da sua atividade política, depois de dezenas de anos de atentados em que fez mais de 800 vítimas mortais.

“A ETA desaparece, mas os seus crimes vão continuar a ser investigados” e as condenações “serão executadas”, assegurou o chefe do Governo espanhol, acrescentando que “não haverá impunidade”.

Rajoy convidou toda a sociedade a recordar todas e cada uma das 853 vítimas mortais da ETA, pessoas “únicas e irrepetíveis”, que tinham uma vida que lhes foi “arrebatada”.

Todos eles “foram assassinados injustamente e cruelmente” e merecem um dia para ser recordados, insistiu Rajoy, acrescentando que o mesmo acontece também com quem “sobreviveu” às ações da ETA.

O chefe do Governo espanhol não se referiu a uma conferência que tem hoje lugar em Cambo-les-Bains (sudoeste de França), que a ETA organizou para marcar o fim da organização.