O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, considerou esta quarta-feira que a União Europeia e todas as instituições «podem e devem fazer mais, melhor e mais rápido», para assim acompanhar os esforços de cada país, pedindo que «se centrem em políticas positivas».

Na conferência de imprensa conjunta da cimeira Luso-Espanhola que esta quarta-feira decorre em Vidago, Chaves, Mariano Rajoy aproveitou para reiterar os parabéns ao Governo e aos portugueses pela saída limpa do programa de ajustamento.

«Além dos esforços nacionais, das reformas estruturais e de tudo o que temos feito e vamos continuar a fazer em matéria de consolidação orçamental, a União Europeia e todas as suas instituições podem e devem fazer mais, melhor e mais rápido», pediu Rajoy.

Na opinião do governante espanhol, isto prende-se com a necessidade de «acompanhar os esforços nacionais» e conseguir, em conjunto, uma saída mais forte «desta grave crise», querendo que a União Europeia e as instituições «se centrem em políticas positivas».

Rajoy considerou ainda «importante a renovação institucional», recordando que «o PPE, que ganhou as eleições, tem que ser o partido com preferência no momento de estabelecer o presidente da Comissão Europeia».

«É importante evitar um bloqueio institucional que os nossos cidadãos não compreenderiam, que agora que começamos a sair da crise, nos enredássemos em intermináveis debates institucionais. O que a Europa precisa é de soluções e não de incompreensíveis debates», reiterou.

O primeiro-ministro espanhol, que falou depois de Pedro Passos Coelho para reiterar algumas das ideias deixadas pelo governante português, lançou um conjunto de ideias a implementar em termos europeus, começando por defender que é muito importante que todos façam o esforço necessário para que o crédito volte às empresas e às famílias.

Rajoy quer ainda o aprofundamento do mercado único como pilar do crescimento económico, defendendo ainda a necessidade do desenvolver uma verdadeira política de energia, a preços acessíveis para empresas e famílias, rejeitando a existência de ilhas energéticas.

O líder espanhol quer ainda aproveitar todo o potencial comercial da União Europeia e sublinha a necessidade de uma verdadeira política de emigração comum.

Mariano Rajoy falou ainda sobre uma reforma da Constituição espanhola, afirmando que é preciso saber o que se quer reformar e a partir daí «se alguém quiser fazer uma reforma, tem que saber qual é o seu objetivo».

No entanto, e para o governante espanhol, a grande reforma constitucional que se está a fazer é na Europa.