Um navio da Disney Cruise Line salvou um homem de 22 anos, que caiu ao mar durante uma viagem num cruzeiro da Royal Caribbean.

A embarcação seguia junto ao largo da costa de Cozumel, no México, quando os passageiros avistaram o norte-americano no mar e ouviram o pedido de socorro.

Scott Campbell, um dos passageiros, contou à ABC que estava na varanda do camarote quando ouviu o grito do homem, que «nunca irá esquecer».

Já David Hearn, um outro passageiro a bordo do navio da Disney, apenas se apercebeu do que se passava quando ouviu no altifalante «homem ao mar». Correu para o convés superior e ainda filmou o resgate, onde se vê o homem a nadar até ao bote salva vidas.


Sem acrescentar detalhes, um porta-voz da Disney confirmou apenas que o navio da Magic Cruise resgatou um passageiro de uma outra embarcação.

Segundo o capitão do porto de Cozumel, Alfonso Rodríguez, o homem já estaria no mar há cerca de cinco horas quando foi resgatado e assistido na embarcação da Disney. O capitão assegurou ainda que, antes de regressar aos Estados Unidos, o homem foi examinado num hospital local.

«O homem seguia no navio ‘Oasis of the Seas’. Foi de manhã cedo. Ele não se lembra de como caiu. Felizmente um outro cruzeiro, da Disney Magic, viu-o», contou à CNN o capitão.

«Este homem renasceu. A maior parte das pessoas que sofrem uma queda deste tipo partem o pescoço. É como bater em cimento», explicou Rodríguez.

Por não se lembrar dos acontecimentos anteriores, continua sem se saber o motivo da queda. De acordo com a CNN, as imagens de segurança do navio Oasis, negadas à cadeia televisiva, mostram o homem sozinho no «deck 5» e a cair ao mar.

«Não havia outros hóspedes ou tripulantes no local naquela altura», afirmou Cynthia Martinez, porta-voz do Royal Caribbean.

O navio, um dos maiores do mundo, tinha partido de Port Everglades, na Flórida, no dia 3 de Janeiro. Cozumel foi o último porto onde esteve.

As medidas de segurança do cruzeiro incluem uma grade de segurança mínima, superior a cem centímetros, e mais de 1.200 câmaras de videovigilância. No entanto, é recomendado aos hóspedes que não se inclinem ou trepem as vedações.

Jim Walker, advogado especializado em Direito Marítimo com sede em Miami, considera que estas medidas não são suficientes e defende a instalação de sistemas que detetem de forma automática a queda de pessoas para o exterior da embarcação.