O directório militar, criado esta terça-feira em Madagáscar depois da demissão do presidente Marc Ravalomanana, aprovou uma directiva que confere «plenos poderes» ao chefe da oposição Andry Rajoelina, anunciou à imprensa aquele directório a partir de um campo militar, diz a Lusa.

«Recusámos categoricamente o directório (militar) que o presidente Ravalomanana nos pediu para criar desde a sua demissão. Sempre o recusámos. Entregámos totalmente o poder a Andry Rajoelina para presidir à transição», declarou à imprensa o vice-almirante Hippolyte Rarison Ramaroson, designado chefe do «directório».

Andry Rajoelina, 34 anos, conhecido como «TGV», foi demitido no início de Fevereiro da presidência da Câmara de Antananarivo. O conflito aberto entre Ravalomanana e Rajoelina rebentou em Dezembro de 2008 com o encerramento da televisão privada de Rajoelina.

Ravalomanana foi agora obrigado a deixar o poder depois de dois meses da pior crise política e social desde que ascendeu à presidência em 2002.