Por: Redacção / CP | 3- 9- 2010 8: 29
ACTUALIZADA ÀS 10h25
A capital moçambicana amanheceu tranquila esta sexta-feira, sem tumultos e com várias
ruas já desbloqueadas, mas ainda com poucos transportes públicos a circular.
Muitas pessoas aglomeram-se nas paragens
dos transportes semi-colectivos (chapas), mas são ainda poucos os transportes na periferia da cidade, constatou a Lusa.
A
noite em Maputo foi tranquila e sem manifestações. Nos últimos dois dias registaram-se violentos confrontos entre populares
e polícia, na sequência de manifestações contra o aumento do custo de vida, dos quais resultaram sete mortos.
No
entanto, na capital provincial de Manica, Chimoio, no centro de Moçambique, há protestos de populares, que recorrem a pedras,
paus e pneus para impedirem a abertura de mercados, lojas e circulação de transportes públicos.
Os mercados 25 de
Junho e Feira, e a maior parte dos estabelecimentos comerciais, incluindo o supermercado Shoprite, no centro da cidade, encontram-se
encerrados, sob forte presença da polícia, que receia «tumultos e vandalismo».
«Acordámos pela manhã e vimos grupos
de gente, numa autêntica manifestação. Como prudência, preferi não abrir a loja temendo o que aconteceu no Maputo», disse
à Lusa um comerciante de nacionalidade paquistanesa.
Já a polícia moçambicana (PRM) garante que Maputo é uma cidade
«sem problemas» e diz que o resto do país também está calmo.
Contactado pela Lusa, o porta-voz da PRM, Pedro Cossa,
disse que «em nenhuma artéria há problemas» e que «o movimento está normalizado» em Maputo.
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