O primeiro-ministro francês, Manuel Valls, anunciou esta quarta-feira um incremento dos meios de combate ao terrorismo no país, com reforço de verbas e meios humanos.

Estas medidas surgem no rescaldo dos ataques em Paris, há duas semanas – na redação do jornal «Charlie Hebdo» e num supermercado judaico, que vitimaram 17 pessoas – levados a cabo por homens alegadamente ligados a células terroristas jihadistas.

A conferência de Valls surge um dia depois de quatro suspeitos de terem ajudado logisticamente o autor do sequestro do supermercado e de ter matado cinco pessoas (incluindo uma agente da polícia) terem sido detidos.

Mas, a França promete não se ficar por aqui. Segundo o primeiro-ministro, há três mil pessoas que devem ser vigiadas por suspeitas de ligações a terroristas. Manuel Valls explicou que o número de pessoas suspeitas de estabelecerem contactos com jihadistas na Síria e no Iraque aumentou 130 por cento no último ano, como relata a AFP.

Para combater o terrorismo, Manuel Valls anunciou um orçamento de 425 milhões de euros e um reforço de meios humanos. As forças de segurança vão receber mais 2680 efetivos, nos próximos três anos, focados no combate ao terrorismo. Os serviços secretos vão receber uma fatia desses recursos, com mais 1400 agentes, acrescenta a Reuters.