A sede do poder judicial no Estado mexicano de Guerrero, no sul do país, foi ocupada, esta terça-feira, por manifestantes, que continuam a protestar pelo desaparecimento de 43 estudantes.

Cerca de 500 membros da Coordenadora Estatal dos Trabalhadores da Educação de Guerrero (CETEG) invadiram a Cidade Judicial, que acolhe os serviços do Tribunal Superior de Justiça de Guerrero em Chilpancingo, a capital estatal.

Os manifestantes exigiram também a libertação dos «presos políticos» e a revogação das ordens de detenção que, segundo a CETEG, foram emitidas contra os seus membros, depois das recentes ações violentas no quadro dos protestos pelo desaparecimento dos estudantes.

Membros da CETEG incendiaram na última semana o edifício do Congresso do Estado e atacaram os escritórios do governante Partido Revolucionário Institucional em Chilpancingo.

Técnicos da Procuradoria-Geral da República recolheram amostras de sangue de 100 pessoas na igreja de San Gerardo, em Iguala, para comparar este material genético com o dos restos mortais achados em fossas clandestinas, descobertas neste município de Guerrero no contexto da busca dos desaparecidos.

Aquelas pessoas são familiares de desaparecidos, alguns há cinco anos.

As análises genéticas realizadas até agora descartam que os restos descobertos nas fossas correspondam aos 43 estudantes de uma escola de docentes, desaparecidos em 26 de setembro em Iguala às mãos de polícias locais e membros do crime organizado.