As autoridades de Hong Kong anunciaram hoje a retirada da polícia antimotim das ruas tomadas por protestos massivos contra a recusa de Pequim em garantir pleno sufrágio universal na antiga colónia britânica.

Em comunicado publicado no portal do Governo de Hong Kong lê-se a seguinte mensagem: «Porque os cidadãos reunidos nas ruas acalmaram, a polícia de choque foi retirada».

No mesmo comunicado, o Governo liderado por CY Leung apela aos manifestantes «para desistirem de ocupar as ruas o mais rapidamente possível para que viaturas de emergência possam passar e para que os serviços de transporte público possam ser parcialmente retomados».

Mesmo assim, milhares de pessoas continuam concentradas no centro de Hong Kong para pedir a eleição democrática do chefe do Executivo, após mais uma noite de tensão e recurso a gás lacrimogéneo pela polícia da antiga colónia britânica.

A situação estava mais calma esta manhã, com muitos manifestantes sentados ou a deitados a dormir nas ruas, enquanto os polícias, que formam barreiras junto de edifícios ou de cruzamentos estratégicos, também estavam a descansar.

As autoridades renovaram, ainda que sem resultados, os apelos para que os manifestantes regressem a casa e abandonem os distritos administrativos e financeiros da Região Administrativa Especial chinesa, como Admiralty, Central ou Causeway Bay.