Um grupo de cerca de 20 estudantes chilenos que protestavam contra as políticas educacionais do governo do Chile esta quinta-feira tiveram de ser retirados à força do palácio presidencial pelos seguranças.

Os manifestantes, integrantes da Assembleia Coordenadora de Estudantes Secundários, atravessaram a segurança do Palácio de La Moneda disfarçados de turistas.

Envergando bonés e mochilas cor-de-laranja, desenrolaram uma faixa onde se lia: “Tomem nota: a ofensiva começa hoje”.

Os guardas tentaram arrastá-los para fora e a resistência dos manifestantes gerou confrontos no pátio central do palácio.

De acordo com a imprensa local, a presidente Michelle Bachelet estava no palácio no momento do protesto.

O protesto terá sido uma reação ao que parece ser o ritmo lento das reformas no sistema educacional do governo chileno.

Os envolvidos entregaram um comunicado, dizendo que a intenção era “notificar a presidente na sua própria casa” e anunciar uma ofensiva maior por parte dos estudantes.

Os estudantes do Chile não podem continuar a esperar por uma reforma parcial que não torna as universidades gratuitas para todos e que não acaba com a procura de lucro [na educação]", explicou o porta-voz do sindicato estudantil no documento.

Esta manifestação acontece dias depois de um grupo de estudantes ter bloqueado a principal avenida da cidade de Santiago, obrigando à intervenção das autoridades, que recorreram a jatos de água e gás lacrimogéneo para dispersar o grupo.

Michelle Bachelet, que iniciou o mandato em 2014, fez campanha prometendo uma série de reformas que incluíam grandes mudanças no sistema educativo e acesso gratuito ao ensino universitário.