Dezenas de milhares de brasileiros desceram, este domingo, de novo às ruas para protestar contra o Governo de Dilma Rousseff e a corrupção, mas em menor número do que em março, quando cerca de dois milhões de manifestantes desfilaram em dezenas de cidades.

De acordo com as agências AFP e EFE, ao início da tarde, os organizadores disseram que 190 mil pessoas em todo o país responderam ao apelo para este novo protesto, em larga medida motivado pelo amplo escândalo de corrupção no Petróleo Brasileiro (Petrobras), a companhia petrolífera estatal.

Os manifestantes também contestaram a crescente inflação e denunciaram a crescente degradação dos direitos dos trabalhadores, que contribuíram para reforçar a oposição ao Governo de esquerda de Dilma Rousseff, reeleita em outubro de 2014.

Em Brasília, mais de cinco mil pessoas concentravam-se junto ao Congresso Nacional até às 11:00, segundo dados da Polícia Militar.

 
As cidades do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Belém também registaram protestos. Os manifestantes exibiram cartazes com palavras de ordem: «Fora Dilma», «Fora PT» foram algumas das expressões mais utilizadas.
 
Os protestos foram organizados por três grandes grupos: «Vem pra Rua», «Revoltados Online» e «Movimento Brasil Livre». O objetivo é o mesmo: o «impeachment» (impugnação) de Rousseff e a investigação e punição dos envolvidos em casos de corrupção da Petrobras. 

Os manifestantes foram convocados pela Internet para protestos nos grandes centros e capitais estaduais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília e em mais 11 países. Em Portugal, houve  protestos em Lisboa e no Porto.

Houve manifestações marcadas também em cidades dos Estados Unidos, Bolívia, Inglaterra, Argentina, Espanha, Chile, Áustria, Irlanda, Austrália e Canadá.

No passado dia 15 de março, as manifestações contra o Governo de Dilma Rousseff reuniram cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil, metade delas em São Paulo, segundo números das polícias militares dos Estados. Os protestos reuniram diferentes pessoas sob as bandeiras do fim da corrupção e da deposição da Presidente.