O super tufão Mangkhut causou 64 mortos e 33 feridos nas Filipinas, onde outras 45 pessoas continuam desaparecidas, de acordo com o último balanço da polícia local.

Entre os desaparecidos estarão dezenas de mineiros que terão ficado presos numa mina devido a um deslizamento de terras.

A província mais afetada pela tempestade foi Benguet, no norte do país, onde 38 pessoas morreram, na maioria em consequência de deslizamentos de terras, e 27 continuam desaparecidas.

Depois da devastadora passagem pelas Filipinas, o tufão seguiu para a China, afetando sobretudo a província de Guangdong, no sul, onde 2,5 milhões de pessoas tiveram de ser realojadas e 50 mil barcos receberam instruções para voltarem aos portos, de acordo com a comunicação social estatal.

A região administrativa de Macau também foi afetada pelo tufão, com registo de 15 feridos e pelos menos 155 incidentes, como queda de árvores e objetos e danos em construções.

O sinal 10, o máximo na escala de alerta, esteve em vigor durante nove horas em Macau, mas já baixou para 8, à medida que o tufão Mangkhut se está a afastar gradualmente do território.

O tufão perdeu alguma força ao atravessar as Filipinas e chegou ao território chinês hoje, às 17:00 locais (10:00 em Lisboa), a cerca de 50 quilómetros a oeste de Macau, com ventos de 162 quilómetros por hora.

A tempestade tropical, considerada a mais forte deste ano, provocou chuvas torrenciais e ventos ciclónicos, que causaram cortes na eletricidade e nas comunicações em vários dos locais afetados.

Pelo menos dois mortos no sul da China

Pelo menos duas pessoas morreram na província de Guangdong, no sul da China, devido à passagem do Mangkhut, segundo um canal de televisão local.

Mais de 2,4 milhões de pessoas foram hoje retiradas das suas casas em Guangdong como medida de precaução, ainda segundo a comunicação social estatal.