O Dalai Lama declarou esta sexta-feira ter perdido um «querido amigo», que descreve como «um homem de coragem, princípios e inquestionável integridade», numa carta endereçada à família de Nelson Mandela.

«A maior homenagem que podemos prestar é fazer tudo o que pudermos para contribuir para honrar a unidade da humanidade e trabalhar pela paz e pela reconciliação, como ele fez», disse o líder espiritual tibetano no exílio, num comunicado publicado no seu portal na Internet.

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, quinta-feira à noite em Joanesburgo, foi anunciada pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, numa comunicação televisiva.

Líder da luta contra o «apartheid», Nelson Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.

«O mundo perdeu um grande líder com uma inabalável determinação» que desempenhou "um papel fundamental para garantir da paz e a reconciliação durante a transição na África do Sul, depois do «apartheid», disse o Dalai Lama.

«Rezo por ele e apresento as minhas mais sinceras condolências aos membros da vossa família e a todo o povo sul-africano», aditou, em declarações citadas pela AFP.

O Dalai Lama visitou a Cidade do Cabo em agosto de 1996, quando Nelson Mandela era o chefe de Estado sul-africano.

A última vez que se reencontraram foi em 2004, em Joanesburgo.