Pelo menos seis reclusos foram assassinados numa prisão de Manaus, capital do estado brasileiro de Amazonas, onde em janeiro do ano passado ocorreu um dos mais sangrentos motins de sempre no Brasil, segundo fontes oficiais.

Os homicídios ocorreram na sexta-feira na Unidade de Prisão de Puraquequara (UPP), na zona rural de Manaus, informou a secretaria estatal de Administração Penitenciária em comunicado.

Um dos reclusos foi enforcado e outro decapitado, acrescenta a nota, que não consegue, para já, esclarecer os motivos do episódio violento. Contudo, de acordo com o governo regional, não houve qualquer motim ou rebelião na unidade já que "os internos não apresentaram oposição às forças de segurança" nem causaram danos ao "património público".

Um dos reclusos assassinados foi identificado como Janderson Araújo, alegado braço direito do narcotraficante "João Branco", líder da Família do Norte (FDN), detido numa prisão federal.

De acordo com as autoridades, a fação FDN esteve por detrás das mortes que ocorreram a 1 e 2 de janeiro em várias unidades penitenciárias de Manaus contra membros do gangue Primeiro Comando da Capital (PCC), que atual principalmente no estado de São Paulo.