O nome do primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, surge envolvido no escândalo dos Papéis do Panamá. A revelação surge na imprensa australiana dois meses antes das eleições.

De acordo com os documentos, Turnbull foi presidente de uma empresa sediada nas Ilhas Virgens britânicas, administrada pela firma de advogados Mossack Fonseca. O objetivo seria, segundo o Australian Financial Review, investir na prospeção de ouro na Sibéria.

Os documentos foram tornados públicos na última segunda-feira, revelando informações de mais de 200 mil empresas “offshore”.

A única coisa que posso dizer é que, como revela o artigo, não há qualquer indício de falta minha", afirmou Turnbull aos jornalistas em Melbourne, onde está em campanha para as eleições de 2 de julho.

Questionado sobre se a empresa pagou impostos na Austrália, Turnbull disse que "se tivesse tido lucro, o que lamentavelmente não ocorreu, é claro que teria pago impostos na Austrália".

Um porta-voz do primeiro-ministro australiano disse ainda que Turnbull não sabia que a empresa tinha sido administrada pela Mossack Fonseca.

Alguns detalhes constam dos documentos obtidos pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, mas não fazem parte da base de dados que está disponível online.

Os Papéis do Panamá são uma investigação jornalística mundial que revela o segredo de sociedades offshore, com bancos a facilitarem, incluindo, crimes de evasão fiscal. Estão envolvidos empresários, políticos, advogados, atletas e até celebridades. É a maior revelação de dados alguma vez feita na história do jornalismo de investigação.