As teorias sobre o «destino» do voo 370 da Malaysia Airlines já são muitas: acidente, explosão, terrorismo, são todas explicações encontradas para o misterioso desaparecimento do avião, porém, nenhuma foi ainda confirmada.

Chris Goodfellow, um piloto canadiano com 20 anos de experiência, decidiu analisar toda a situação de um ponto de vista que ainda ninguém tinha questionado.

O piloto analisou algumas das pistas encontradas pelas autoridades malaias e chegou à conclusão que a verdade sobre o desaparecimento da aeronave poderá ser bem simples. Um incêndio poderá ter começado a meio do voo e o piloto tentou chegar ao aeroporto mais próximo, só não terá tido tempo para concretizar o desvio.

Goodfellow refere-se à suposta inversão de rota que o avião pode ter tomado, ao ter sido detetado no estreito de Malaca, «atrás» da rota que seguia inicialmente (em direção a Pequim). Segundo o piloto, é natural que o avião tenha seguido esse destino, uma vez que o aeroporto de Pulau Langkawi fica logo ali e tem uma pista de aterragem de quase quatro mil metros, mais do que suficiente para uma aterragem. «Era o que qualquer piloto faria», diz.

«Nós, os pilotos experientes, fomos ensinados a saber qual é o aeroporto mais perto de nós durante uma viagem. Aeroportos atrás de nós, em linha connosco e à nossa frente. Estão sempre na nossa cabeça. Sempre. Se alguma coisa acontecer, não vais querer estar a pensar para onde podes ir, tu já sabes para onde podes ir. Quando vi a curva à esquerda [feita supostamente pelo piloto] com um destino direto, eu soube instintivamente que ele estava a dirigir-se para um aeroporto. Ele estava a ir diretamente para Palau Langwaki, uma pista de 13 mil pés [aproximadamente quatro mil metros] com proximidade com a água e sem obstáculos», escreveu Goodfellow na rede social Google+.

Segundo Goodfellow, o piloto do avião malaio fez «tudo bem». «Ele foi confrontado por um evento inesperado que o fez virar para o aeroporto mais próximo e seguro».

Para o piloto canadiano a perda de comunicações com o avião faz sentido se tiver existido um fogo a bordo, que aliás, é a explicação mais simples e mais plausível para Goodfellow. Um incêndio no sistema elétrico, ou num dos pneus dianteiros [que poderia ter começado na descolagem e lentamente passado para o resto do avião], que levou à morte dos passageiros por inalação de fumo.

O avião terá continuado na rota até ficar sem combustível ou até o incêndio ter alcançado as máquinas de pilotagem, causando a sua queda.

Para Goodfellow a teoria de terrorismo não faz sentido, o piloto do avião malaio terá tido uma reação boa a um evento inesperado, só «não teve tempo» suficiente para a concretizar.