No mesmo dia em que foi anunciado que as buscas pelo avião da Malaysia Airlines, desaparecido a 8 de março, continuam sem resultados, o jornal «Independent» avança que a tese de mão terrorista pode estar de volta.

O jornal inglês afirma que foram detidas 11 pessoas, durante a última semana, sob suspeitas de terem ligações à Al-Qaeda e responsabilidade no desaparecimento do voo MH370.

O grupo, que inclui estudantes, uma jovem viúva e homens de negócios, foram detidos em Kuala Lumpur e Kedah, na Malásia, na sequência de uma investigação do FBI e dos serviços britânicos MI6, e fariam parte de uma nova organização terrorista com ligação à Al-Qaeda.

Durante os interrogatórios, alguns dos suspeitos falaram numa «campanha de terror» no país, mas, segundo o «Mirror», negaram qualquer envolvimento no desaparecimento da aeronave.

O ministro dos transportes da Austrália, Warren Truss, afirmou, esta segunda-feira, que as buscas a 4,6 milhões de quilómetros quadrados do oceano Índico não obtiveram resultados.

«Infelizmente [todos] os esforços não trouxeram resultados. Foram realizados 334 voos e gastas 3,137 horas no ar. 10 aeronaves civis, 19 militares e 14 navios estiveram envolvidos nas buscas durante muito tempo», disse Truss.

«Estivemos sempre confiantes que a área das buscas era a corretam mas essa confiança não se converteu em qualquer descoberta do avião», continuou.

As buscas estão suspensas por enquanto, mas irão recomeçar numa nova área.

Segundo a agência «Associated Press», um grupo internacional de especialistas vai estar encarregue de reexaminar todos os dados recolhidos ao longo destes dois meses.