A queda do avião MH17 da Malaysia Airlines, no leste da Ucrânia, poderá constituir um «crime de guerra», segundo a responsável das Nações Unidas para os direitos humanos, Navi Pillay.

«A violação das leis internacionais, dadas as circunstâncias que prevalecem, pode constituir um crime de guerra», declarou.

A Ucrânia e os países ocidentais, como os Estados Unidos, acreditam que o aparelho foi abatido por um míssil lançado pelos separatistas pró-russos e que terá sido fornecido pelo governo russo. Todas as 298 pessoas que estavam a bordo do avião morreram.

MH17: análise das caixas negras apoia hipótese de abate por míssil

Por sua vez, Moscovo e os rebeldes culpam a as tropas ucranianas pela tragédia.

Peritos holandeses e australianos vão deslocar-se até ao local da tragédia para analisar os destroços e os restos mortais que ainda permanecem na Ucrânia. Uma deslocação que não aconteceu mais cedo por razões de segurança, devido à intensificação do conflito nos últimos dias.

Ucrânia: polícias holandesa e australiana a caminho do local da queda

A maior parte dos corpos das vítimas já foi, contudo, removida e transportada para a Holanda.

Entretanto, o exército ucraniano está a tentar controlar as duas estradas principais na região. Kiev acredita que estas são fundamentais nas ligações entre a Rússia e os rebeldes, nomeadamente no fornecimento de armas e outros equipamentos.

Nas últimas 24 horas houve uma série de bombardeamentos na cidade de Horlivka, onde vários civis acabaram por morrer.