Investigadores internacionais concluíram que o avião da Malaysia Airlines, com o código de voo MH17, foi abatido por um míssil BUK, de fabrico russo, disparado do leste da Ucrânia, revela esta terça-feira um jornal holandês.

O relatório oficial sobre a queda do avião na Ucrânia, a 17 de julho de 2014, que provocou a morte de 298 pessoas, deve ser oficialmente apresentado ainda hoje.

Citando três fontes próximas da investigação, o jornal Volkskrant indica que as conclusões do inquérito liderado pela Holanda, que durou 15 meses, indicam que o avião foi atingido por um míssil BUK terra-ar.

O inquérito penal, coordenado pela procuradoria holandesa, é conduzido por especialistas holandeses, belgas, ucranianos, australianos e malaios. Estes últimos anunciaram no início de agosto terem identificado elementos “provavelmente” de um míssil BUK, de origem russa. 

O Boeing 777 da Malaysia Airlines foi abatido a 17 de julho de 2014 no leste da Ucrânia, numa zona de combates entre separatistas pró-russos e forças governamentais, quando fazia a ligação entre Amesterdão e Kuala Lumpur. 

Foram encontradas e identificadas partes de corpos de todos os passageiros, com exceção de dois holandeses. 

A Ucrânia e os Estados Unidos afirmam que o aparelho foi abatido pelos separatistas pró-russos com um míssil terra-ar do tipo BUK fornecido pela Rússia. Moscovo, por seu turno, “aponta o dedo” às forças ucranianas.