O primeiro-ministro australiano, Tony Abbott, disse que o caso do avião da Malaysia Airlines MH370 entra agora na fase de recuperação e investigação.

Tony Abbott falava aos jornalistas e sublinhou tratar-se de um trabalho muito difícil, mas garantiu toda a ajuda, apoio e cooperação possíveis por parte da Austrália.

Devido ao mau tempo, as autoridades marítimas da Austrália suspenderam as buscas no mar na costa ocidental do país, medida também seguida pelos dois aviões chineses envolvidos nas buscas.

Os vários países envolvidos nas buscas deverão retomar quarta-feira as operações.

As autoridades chinesas anunciaram que o navio quebra-gelo Xuelong vai continuar as buscas por destroços do Boeing 777 na região sul do Oceano Índico.

A agência Xinhua dá conta que o navio está agora a 130 milhas náutica das coordenadas fornecidas segunda-feira pelo avião chinês que identificou objetos a flutuar nas águas que podem estar relacionados com o avião desaparecido.

A Xinhua refere também que, devido ao mau-tempo que se faz sentir na zona de buscas, o navio diminuiu a velocidade, mas está a caminho da zona alvo de buscas.

O primeiro-ministro australiano manifestou ainda a disponibilidade do seu país em facilitar visitas dos familiares das vítimas ao seu país se forem encontrados destroços do avião.

«Entendo que os familiares das pessoas que viajavam a bordo do avião pretendam vir à Austrália nos próximos dias ou semana. Irão encontrar um país que os irá receber bem e que deseja apoiar as famílias neste momento difícil», assegurou Tony Abbott.

A Austrália está a coordenar as operações de busca numa zona a sudoeste de Perth. Caso sejam encontrados destroços do avião, estes devem ser transportados para a cidade de Freemantle.

Familiares das vítimas chinesas do avião da Malaysia Airlines que se despenhou no Oceano Índico protestaram esta quarta-feira em frente da embaixada da Malásia em Pequim.

Com 239 passageiros a bordo do avião, 153 dos quais chineses, os familiares acusam a Malásia de ser «assassina» e continuam desconfiados que a verdade não está a ser revelada na totalidade.

«Exigimos o regresso dos nossos» ou «Eu não posso imaginar viver sem ti» eram frases que podiam ler-se em t-shirts que os manifestantes vestiam, o que deixa também perceber que o protesto terá sido preparado e não foi espontâneo como se quis fazer crer.

A polícia chinesa colocou cerca de 30 efetivos junto às instalações da embaixada da Malásia e fechou o trânsito na rua da representação diplomática, impedindo as pessoas de se aproximarem.

O protesto partiu do hotel onde há cerca de duas semanas estão alojados familiares dos passageiros chineses do voo da companhia malaia e que tem sido o centro das reuniões mantidas entre esses familiares e os responsáveis da Malaysia Airlines.

O Boeing da Malaysia Airlines despenhou-se na zona sul do Oceano Índico com 239 pessoas a bordo.