Contrariando as informações divulgadas pela imprensa internacional ao longo de um mês, as autoridades francesas confirmaram, esta quinta-feira, ao jornal “Le Figaro”, que têm a “certeza” que o fragmento de asa encontrado na Ilha da Reunião, em julho, pertence ao voo MH370 da Malaysia Airlines. O voo MH370 partiu de Kuala Lumpur, em Singapura, rumo a Pequim, na China, em março de 2014, com 239 pessoas a bordo, tendo desaparecido sem deixar rasto.
 
O procurador de Paris disse agora que um técnico da Boeing identificou formalmente um de três números encontrados no destroço como pertencente ao número de série do aparelho que fazia o voo MH370.

"É possível dizer com segurança que o 'flaperon' [destroço de asa] descoberto na ilha de Reunião a 29 de julho pertencia ao voo MH370", declarou o procurador em comunicado.


O comunicado refere que os números de série do fragmento correspondem a uma peça fabricada pela Airbus Defence and Space para a Boeing.

O fragmento da asa, com dois metros de comprimento, foi encontrado ao largo da ilha de Reunião, um território ultramarino francês, e levado para França para ser submetido a análises de especialistas em aviação. Foram também abertas buscas na mesma ilha na esperança de encontrar mais partes do aparelho da Malaysia Airlines.

O primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, tinha afirmado, dias depois de serem encontrados os destroços, que eles pertenciam ao voo da Malaysia Airlines, mas os investigadores preferiram na altura dizer apenas que havia uma "probabilidade muito elevada" de se tratar do avião desaparecido.