Por: Redacção | 21- 7- 2011 11: 58
Última actualização às 18:00
Pelo menos 18 pessoas morreram no Malawi em confrontos entre manifestantes
anti-governamentais e a polícia de intervenção, disse à Reuters o porta-voz do ministério da Saúde do país.
Henry
Chimbali afirmou que dez pessoas morreram nas cidades de Mzuzu e Karaonga, onde a população, descontente com os constantes
cortes de combustível, se manifestou contra o presidente do país, Bingu wa Mutharika, invadindo as sedes do seu partido, o
DPP.
As restantes mortes registaram-se na capital política do país, Lilongwe, e na capital comercial, Blantyre,
depois das forças de segurança se terem envolvido em confrontos com os manifestantes.
«Estes números são baseados
nas vítimas que chegam aos hospitais. Alguns morreram nos hospitais, enquanto outros foram levados já mortos pela polícia»,
disse à Reuters o responsável ministerial.
Além destas vítimas, há ainda a registar 41 feridos, seis deles em estado
crítico.
Esta manhã, a agência dava conta da existência de dez vítimas mortais. Em declarações à radio Zodiak, um
responsável do ministério da Saúde dissera que nove destas pessoas haviam morrido em Mzuzu.
A agência Reuters dissera
ainda que um outro homem morrera em Blantyre, a capital comercial do país, segundo informações de familiares da vítima.
Em
Blantyre viveram-se momentos de tensão, com vários polícias e manifestantes feridos e muitas lojas destruídas.
A
rádio MIJ 90.3FM deu conta que na capital política, Lilongwe, a polícia lançou gás lacrimogéneo contra manifestantes, que
estão contra o presidente desta antiga colónia britânica, de 13 milhões de habitantes.
Muthorika - um antigo economista
do Banco Mundial eleito presidente em 2004 - é o principal alvo da contestação, numa altura em que a população se defronta
com duros problemas.
A economia do país tem sido sustentada em grande medida pelos apoios externos. Contudo, este
ano, o país viu-se envolvido num choque diplomático com o Reino Unido, depois da divulgação de um telegrama da embaixada britânica,
que descrevia Muthorika como um líder «autocrático e intolerante ao criticismo».
O embaixador do Reino Unido em
Lilongwe foi expulso do país na sequência deste incidente. Londres retaliou com a expulsão do representante diplomático do
Malawi e cancelou um programa de ajuda de quatro anos que estava orçada em 550 milhões de dólares (387 milhões de euros).
Sem esta ajuda, o orçamento do país africano, em que as ajudas representam cerca de 40 por cento das receitas, sofreu
um buraco difícil de cobrir.
A escassez de divisas estrangeiras levou a uma subida do preço dos combustíveis e a
falhas de abastecimento energético.
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