Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia vão discutir, esta terça-feira, em Bruxelas, os conflitos na Ucrânia e na Faixa de Gaza, mas apenas deverão agir no primeiro caso, com um eventual reforço das sanções económicas à Rússia.

Com Londres, Paris e Berlim entre as capitais a reclamarem mão mais pesada relativamente à Rússia, pelo alegado apoio de Moscovo aos separatistas ucranianos pró-russos presumivelmente responsáveis pela queda do avião da Malaysia Airlines no leste da Ucrânia, a UE irá discutir de que forma pode colocar mais pressão sobre as autoridades russas, sendo o reforço das sanções económicas o cenário mais óbvio.

Entre os países que consideram que é altura de a União Europeia intensificar a pressão sobre Moscovo encontra-se também a Holanda, o Estado-membro diretamente mais atingido pela queda do avião comercial da Malaysia Airlines, supostamente abatido por forças pró-russas, já que, entre as 298 vítimas mortais, 193 eram de nacionalidade holandesa.

Os 28 irão também abordar o outro conflito que tem dominado as atenções na cena internacional, designadamente a ofensiva israelita em Gaza, que já causou mais de 500 mortos, mas neste caso a UE tem-se limitado a repetir os apelos a ambas as partes que ponham fim à violência, embora a esmagadora maioria das vítimas sejam do lado palestiniano, e civis.

Portugal estará representado na reunião de hoje pelo secretário dos Assuntos Europeus, Bruno Maçães, dado o ministro Rui Machete se encontrar em Díli, para a cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).