A Amnistia Internacional (AI) exigiu hoje ao Governo da Malásia que retire o decreto que proíbe os não muçulmanos de usar a palavra «Alá» para se referirem a «Deus», um dia depois da justiça malaia validar a medida.

A organização de direitos humanos classificou o decreto como um abuso e uma violação da liberdade de expressão e caracterizou como «profundamente preocupante» o facto de a lei punir penalmente os infratores.

«O decreto não é só repressivo, é perigoso. Supõe um risco de inflamar mais as tensões religiosas na Malásia ao negar à população o direito da liberdade de culto», disse a delegada malaia da AI, Hazel Galang-Folli, num comunicado.