Ahmad Seth Zaharie, de 26 anos de idade, é o filho mais novo do piloto do Boeing 777 da Malasya Airlines, Zaharie Ahmad Shah, que se despenhou no oceano Índico. O jovem é o primeiro membro da família do piloto a vir a público defender o pai. Em declarações ao jornal «New Straits Times», Ahmad rejeita todas as especulações.

«Li tudo o que havia para ler online, mas ignorei todas as especulações porque conheço o meu pai», defendeu o jovem, que não acredita que o seu progenitor possa estar relacionado, seja de que forma for, com o incidente que vitimou 239 pessoas no passado dia 8 de março.

Avião malaio: satélite identifica mais 300 objetos

Na verdade, escreve a CNN, nas últimas três semanas, tanto a vida do piloto, como a do co-piloto foram escrutinadas pelas autoridades e, até ao momento, «nada de relevante foi encontrado».

Até as análises ao simulador de voo encontrado em casa de Zaharie Ahmad Shah se revelaram infrutíferas. «Conseguimos aceder à informação, mas não encontrámos nada de especial», afirmou à CNN uma fonte ligada à investigação.

Até ao momento, nada de suspeito foi identificados pelas autoridades, quer em relação ao piloto e ao co-piloto, quer em relação à tripulação e ao passageiros.

Perante o mistério que envolve o voo MH370 criaram-se muitas teorias. Entre elas encontramos, por exemplo, que o desvio do aparelho foi uma missão suicida ou uma demonstração política.

«Podíamos não ser muito próximos, porque ele viajava muito, mas eu conheço-o, compreendia-o», afirmou Ahmad Seth Zaharie durante a entrevista.

Entretanto, as buscas por destroços do Boeing 777 da Malaysia Airlines foram suspensas esta quinta-feira devido ao mau tempo que se faz sentir na zona definida para as operações, anunciaram as autoridades australianas.

No mesmo dia em que a Tailândia revelou que um dos seus satélites identificou 300 objetos suspeitos de pertencerem ao Boeing 777. Os objetos, com tamanhos entre os dois e os 15 metros, foram identificados numa zona a cerca de 2.700 quilómetros a sudoeste da cidade australiana de Perth, explicou o diretor executivo da agência tailandesa, Anond Snidvongs, em declarações à agência AFP.