Fariq Abdul Hamid, o co-piloto do Boeing 777 da Malaysia Airlines, que desapareceu no passado dia 8 de março, fazia a sua primeira viagem sozinho escreve o jornal britânico «The Telegraph». Quando um co-piloto começa a voar com um novo modelo, explica a Malaysia Airlines, ele é acompanhado durante cinco viagens por um «co-piloto» mais experiente. Este era o sexto voo e, por isso, Fariq Abdul Hamid já assumiu o seu lugar sozinho.

As suspeitas sobre o co-piloto e o piloto do avião assumiram novas dimensões quando as autoridades revelaram que tinha havido «ação deliberada» na cabine do avião para desviar o aparelho. Foram feitas buscas à casa de ambos mas, na verdade, até ao momento, nenhuma informação de muito relevante parece sugerir o seu envolvimento no misterioso desaparecimento.

De acordo com a Malaysia Airlines, nos primeiros cinco voos de Fariq Abdul Hamid, não foi detetado nada de anormal e, por isso, foi «aprovado» e considerado apto a viajar sem acompanhante. Além disso, a companhia aérea também lembrou que o piloto também é «um examinador» em relação ao co-piloto e, neste caso, Zaharie Ahmad Shah, era muito experiente.

A tripulação de um avião IL-76 da China avistou esta segunda-feira alguns objetos suspeitos na zona sul do Oceano Índico durante as buscas pelo Boeing da Malaysia Airlines e enviou as coordenadas para o centro australiano de comando das buscas

Entretanto, a Austrália fez saber que os objetos a flutuar captados por um satélite francês, possivelmente relacionados com o avião, se localizam fora da zona de buscas, mas admitiu «agarrar-se» a qualquer nova informação.