A China vai continuar a procurar o avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde sábado, «enquanto houver uma réstia de esperança», afirmou esta quinta-feira o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang.

A bordo do Boeing 777 da Malaysia Airlines seguiam 239 pessoas, dos quais quase dois terços são chineses (153).

«Os familiares e amigos destas pessoas estão a ser consumidos pela ansiedade», sublinhou Li Keqiang, em conferência de imprensa.

O Vietname informou, por seu turno, que os seus aviões não encontraram destroços do avião da Malaysia Airlines, desaparecido desde sábado, perto da zona onde satélites da China captaram imagens de «objetos flutuantes» suspeitos.

«Esta manhã enviámos dois aviões AN-26 para inspecionar as zonas marítimas perto da ilha de Con Dao, onde três objetos suspeitos foram detetados por um satélite chinês. Ambos regressaram sem encontrarem nada», disse o vice-diretor da Autoridade de Aviação Civil do Vietname, Dinh Viet Thang, à agência AFP.

O avião da Malaysia Airlines partiu, na madrugada de sábado, de Kuala Lumpur rumo a Pequim, onde deveria ter aterrado cerca de seis horas depois.

Quase uma semana já se passou e nada. As autoridades da Malásia anunciaram entretanto, ter destacado um avião para investigar o local onde satélites chineses capturaram imagens de «objetos flutuantes suspeitos».

«Um Bombardier já foi enviado para investigar as suspeitas relativas à descoberta de eventuais destroços», informou o ministro dos Transportes malaio, Hishammuddin Hussein, num tweet, no sexto dia de buscas pelo avião da Malaysia Airlines.

Satélite chinês pode ter descoberto destroços

O aparelho Boeing 777-200, da Malaysia Airlines, em que seguiam 239 pessoas a bordo, desapareceu no passado, quando fazia o voo entre as capitais da Malásia e da China, Kuala Lumpur e Pequim, respetivamente.