O avião da Malasia Airlines, desaparecido desde 7 de março, pode ter voado cinco horas em linha reta, até ter ficado sem combustível. A nova teoria é avançada pelo jornal britânico «Daily Mail», que cita especialistas.

Perante a informação de terem sido detetados pela Austrália possíveis «destroços do aparelho», os especialistas dizem que o Boeing 777 fez uma linha reta entre o último contato e o avistamento feito por satélite. Por isso, colocam a hipótese do aparelho ter voado cinco horas, até ficar sem combustível, em piloto automático e de «uma emergência a bordo» ter «retirado a consciência à tripulação».



Robert Mark, piloto de aviação comercial e editor da revista «Aviation International News Safety», afirmou ao «Daily Mail» que se os objetos detetados forem mesmo destroços, a possibilidade do avião ter sido «desviado» perde força. «Desde que o avião se desviou da rota inicial que não mudou de direção. Para mim isso é mais plausível com uma falha mecânica ou uma emergência», concluiu.

Um avião pode voar «até sete horas» em piloto automático, explica Robert Mark que questiona, «se foi desviado para uma missão suicida, para quê voar mais sete horas?». No entanto, o especialista diz que ainda não é possível descartar nenhuma possibilidade e que, tal como o avião da Air France em 2009, também este caso vai fazer parte «história, porque nunca se viu nada assim».

Apesar de um barco já estar no local onde foram vistos possíveis destroços, estes ainda não foram detetados. As autoridades suspenderam as buscas por hoje e avançaram que serão retomadas sexta-feira.