A investigação ao desaparecimento do voo 370 da Malysia Airlines, desaparecido há sete dias, abriu um inquérito aos dois pilotos da aeronave.

Segundo a ABC News, as suspeitas sobre a culpa dos pilotos intensificaram-se depois de oficiais norte-americanos terem afirmado que alguns dos sistemas de comunicação foram desligados manualmente.

«Estamos a estudar essa possibilidade», afirmou o ministro malaio dos transportes, Hishammuddin Hussein, quando questionado sobre a possível culpa dos pilotos.

«A investigação aos pilotos está a decorrer», continuou o ministro, mas afirmou que as casas dos suspeitos não foram, para já, revistadas. «Isso é trabalho da polícia», disse.

O avião era pilotado pelo capitão Zaharie Ahamad Shah, de 53 anos, pai de três filhos e com mais de 18 mil horas de experiência de voo. O co-piloto era Fariq Abdul Hamid, 27 anos, com cerca de duas mil horas de experiência. Ambos não eram conhecidos por manifestar comportamentos suspeitos.

A polícia tem estado a vigiar as casas dos dois homens, mas até ao momento, nunca entraram para as revistar, confirmaram as autoridades malaias.

A suspeita dos investigadores surge, também, pela natureza das últimas palavras trocadas com a torre de controlo. Quando os pilotos forma informados que as operações de voo passariam para as torres de controlo vietnamitas, o piloto respondeu «Tudo bem, boa noite». Resposta que não indica qualquer problema com o avião.

O voo da Malaysia Airlines desapareceu misteriosamente na madrugada de sábado, entre a Malásia e a China, com 239 passageiros a bordo.