O primeiro pensamento da estudante paquistanesa Malala Yousafzai ao acordar do coma após ter sido baleada na cabeça por um atirador talibã foram: «graças a Deus não estou morta», conta a jovem na sua autobiografia que o «Sunday Times» publica hoje alguns excertos.

Aos 16 anos Malala Yousafzai está entre os favoritos ao Prémio Nobel da Paz que será anunciado a 11 de outubro e conta que não podia falar, não sabia onde estava e nem certeza tinha do seu nome quando acordou do coma, seis dias depois de ter sido alvejada, num hospital de Londres.

No extrato do livro «EU sou Malala: a rapariga que se levantou por educação e foi baleada pelos talibãs», que será publicado terça-feira, Malala conta também não ter muitas memórias do ataque de que foi alvo.