A Guardia Civil espanhola deteve na província de Málaga (Andaluzia) o chefe de um clã da camorra napolitana, Lucio Morrone, conhecido como «Spalluzzella», que estava fugido da justiça italiana, informou esta terça-feira aquela força policial num comunicado.

O «mafioso» agora detido pertencia ao clã Teste Matte (Cabeças Loucas) e estava acusado de crimes relacionados com o tráfico internacional de drogas e associação criminosa. Sobre Lucio Morrone pendia uma Ordem Europeia de Detenção.

O criminoso italiano vai ser posto à disposição da Audiência Nacional (tribunal especial espanhol para os crimes mais graves ou complexos), para que seja iniciado o processo para ser devolvido às autoridades italianas.

Lucio Morrone estava a ser procurado desde há cinco anos e recentemente foi condenado por um tribunal de Nápoles a 20 anos de cadeia por tráfico de droga. Morrone assumiu o controlo do clã em dezembro de 2008, após a detenção do anterior chefe, Paolo Pesce.

Em 2013, as autoridades italianas comunicaram que Morrone - que surgia na lista dos foragidos mais perigosos de Itália - poderia ter fugido para Espanha.

A Guardia Civil espanhola localizou-o a 10 de abril, em Benalmádena (Málaga). A operação de detenção foi realizada por agentes espanhóis de várias unidades especializadas e homólogos dos Carabinieri italianos.

Este ano, a Unidad Central Operativa (UCO) da Guardia Civil já deteve outros três chefes da Camorra italiana.

O clã dos «Cabeças Loucas» - que controla o bairro espanhol de Nápoles, o «quartieri spagnoli» - surgiu entre a Camorra em meados dos anos 90, rompendo com antigas regras de convivência destes grupos e aumentando os níveis de violência para poder impor-se aos clãs mais tradicionais.

Estes grupos são atualmente formados por jovens, a grande maioria membros das claques organizadas radicais do futebol.