O funeral da menina lusodescendente Maëlys de Araujo, morta no verão passado em França, vai realizar-se sábado, não sendo ainda conhecidas as causas da sua morte, segundo fonte ligada a este processo.

O misterioso desaparecimento desta criança de nove anos, durante uma festa de casamento na tarde de 27 de agosto de 2017, emocionou a França.

Preso após os acontecimentos, Nordhal Lelandais, um antigo soldado de 35 anos, confessou em fevereiro que tinha morto “involuntariamente” Maëlys.

A quase totalidade dos restos da criança foi encontrada segundo as suas indicações.

O corpo da criança foi entregue aos seus pais que decidiram enterrá-lo em Tour du Pin, no norte de Isère, uma vila de 8.000 habitantes, na qual têm laços familiares.

A cerimónia, que ocorrerá na igreja às 12:30 (13:30 em Lisboa), “será aberta ao público”, até ao limite de 400 pessoas, mas “os familiares não querem que a imprensa esteja presente para garantir a serenidade da cerimónia, nem a sua presença no cemitério, para o enterro decorrer na intimidade”, indicou a prefeitura em comunicado.

De modo a permitir que o máximo de pessoas possa assistir à cerimónia, foi instalado um écran gigante no pátio.

Os pais de Maëlys, Joachim de Araujo e Jennifer Cleyet-Marrel, sublinharam o seu desejo de um momento de “recolhimento” em memória da sua filha mais nova e de um enterro reservado à família e aos mais próximos.

Para já “nada contraria a tese de Nordahl Lelandais”, que afirmou ter matado involuntariamente a rapariga com um violento golpe na cara, segundo uma fonte ligada ao processo.