Lacey Spears, de 27 anos, foi esta quarta-feira condenada por um tribunal americano a 20 anos de cadeia pelo homicídio do filho. O tribunal concluiu que a mãe matou o filho através da ingestão abusiva de sal.

Garnett, de cinco anos, não aguentou mais sódio no corpo e morreu a 23 de janeiro de 2014.

Em tribunal, foram apresentados como prova dois vídeos das câmaras de um hospital que mostravam a mãe a levar a criança para uma casa de banho e a segurar uma seringa. À saída, a criança apresentava queixas.

Esse parece ter sido o modus operandi da mãe. Seringas com sal, introduzidas diretamente no estômago da criança.

Em casa foram encontradas sacos com elevadas quantidades de sal que também foram apresentados como prova.

«Como é que uma mãe foi capaz de tratar o filho de uma maneira tão insensível, desumana e calculista?», disse o juiz, citado pela PIX11, considerando o crime praticado pela mãe de extraordinária «crueldade».

  O procurador também não excluiu a hipótese, de a dada altura, a mãe ter decidido matar o menino para evitar que ele a denunciasse.

Nas alegações, o Ministério Público defendeu que Lacey Spears gostava do «drama», captando com isso a «atenção de familiares, amigos, colegas de trabalho e até o pessoal médico».

A mulher também alimentava um blogue e as redes sociais na Internet, onde ia fazendo a descrição do estado de saúde do filho e do mistério que rodeava a sua doença.

Em 2009 escreveu no Twitter: «O meu querido anjo está no hospital pela 23ª vez. Por favor, rezem para que ele volte para casa depressa», como recorda a Sky.


Garnett havia de passar os anos seguintes envolto nessa doença misteriosa que agora se sabe qual é. O menino, órfão de pai, vítima de um acidente de automóvel, vivia com a mãe em Nova Iorque.