A justiça federal da Argentina determinou a prisão da presidente das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, acusada de desviar dinheiro público. 

A ordem foi dada depois de Bonafini se ter recusado a comparecer a duas audiências para tratar do caso do desvio de fundos através do projeto social de construção de moradias socias, Sueños Compartidos.

Depois de ser decretada a ordem de prisão, a polícia tentou deter a presidente das Mães da Praça de Maio, mas populares formaram um cordão humano ao redor de Bonafini - que estava na Praça de Maio para a tradicional marcha da quinta-feira - para impedir que a ativista fosse detida. 

Segundo a agência EFE, Bonafini nega as acusações e em carta enviada ao juiz, na quinta-feira, afirma estar a ser perseguida pela justiça.

Se querem me prender, que me prendam, a minha vida já não vale mais nada, tenho 90 anos. Não tenho medo das consequências, nunca meço as consequências. Para mim, o mais importante é a vida e a honra dos meus filhos e dos 30 mil [desaparecidos durante a ditadura argentina]”, afirmou a ativista.