O investigador privado que afirmou ter visto Madeleine McCann no Paraguai procedeu de forma irresponsável ao colocar um anúncio no jornal sobre o paradeiro da menina britânica, acusam as autoridades do país e a Interpol, que suspeitam tratar-se de um caso de extorsão à família.

Miraz Ullah Ali afirma ter encontrado Madeleine McCann em Areguá, a cerca de 30 quilómetros da capital da Assunção - Maddie desapareceu em 2007 de um hotel na Praia da Luz, no Algarve. 

Através de um anúncio colocado num jornal local, o investigador disse que a jovem britânica, agora com 12 anos, está a viver naquela cidade com uma mulher, informação que deveria ter feito chegar às autoridades competentes antes de a divulgar publicamente, comprometendo a investigação.

No mesmo anúncio dizia que havia uma recompensa de dois milhões de euros pelo seu paradeiro.

Ainda assim, a polícia paraguaia seguiu a "pista" mas não encontrou quaisquer indícios de que Maddie esteja naquela cidade.

Apurou, ainda, que o investigador terá voltado para o Reino Unido, depois de, alegadamente, ter tirado apenas algumas fotos.

É ilógico e incoerente o que este homem fez. Tirou umas fotos e depois foi embora”, afirmou um representante da Interpol. “Acredito que foi muito irresponsável e cometeu um grave erro na forma como agiu. Suspeito que esteja a tentar extorquir dinheiro à família de Madeleine.”