“Estávamos tão próximos que conseguimos ver a cara do piloto”. O relato é do casal Tony e Caroline Reagan que viajavam no voo ZB983, da Monarch Airlines, na segunda-feira, quando foram intercetados por um caça francês depois do avião ter perdido contacto com os controladores aéreos no espaço aéreo de França.

Segundo o Birmingham Mail, o casal, que regressava a Birmingham após umas férias no Funchal, revelou que o momento foi “assustador” e que todos os passageiros “se levantaram para ver” o caça a aproximar-se. O casal conseguiu ainda tirar fotografias do momento. 

“O avião apareceu mesmo na janela. (…) Parecia que nos seguia e começámos a entrar em pânico”.


Tony Regan, de 70 anos, diz que viaja para a Madeira “há 19 anos, mas os voos parecem ficar cada vez mais perigosos”.
 

“Quando vi o caça, não sabia o que devia pensar. Lembro-me de pensar em todas as histórias nas notícias sobre aviões abatidos e fiquei preocupado que fosse um caça russo. (…) Não conseguíamos ajudar, só temer o pior, e o facto de o piloto não dizer o que estava acontecer não ajudou. Foi uma má experiência”.


Caroline Reagan afirmou mesmo que o casal costuma fazer "aquela rota várias vezes ao ano e nunca aconteceu nada parecido antes”. 

Após o momento de pânico vivido pelos passageiros, o piloto acabou por comunicar que se deveria tratar de um caça do Exército francês em exercícios. 

A explicação da companhia surgiu através de comunicado e, segundo um porta-voz, o caça foi enviado após o avião ter perdido as comunicações. 
 

“A companhia Monarch confirma que o voo ZB983, do Funchal para Birmingham, de 12 de outubro perdeu as comunicações por um breve período de tempo no espaço aéreo francês.

Como procedimento regular quando acontece uma perda de comunicação, um caça militar foi enviado para intercetar o avião.

A comunicação foi restabelecida assim que a interceção aconteceu. O voo continuou como programado e o avião aterrou dentro do horário”.