A polícia inglesa vai continuar a investigar o desaparecimento de Madeleine McCann, ocorrido há dez anos, no Algarve. A investigação vai prosseguir até março do próximo ano, depois de o governo assegurar o financiamento da operação em mais 176 mil euros.

Foi a própria Scotland Yard a fazer o pedido ao Home Office (Ministério do Interior), uma vez que o financiamento só estava assegurado até ao final deste mês.

Na sequência de um pedido da polícia metropolitana, foi confirmado o financiamento da Operação Grange até ao final de março de 2018”, disse um porta-voz do Home Office, nesta quinta-feira, citado pela imprensa britânica.

As autoridades estarão a investigar “pistas significativas”, que “valem muito a pena”, de acordo com o comissário Mark Rowley.

A investigação ao desaparecimento de Maddie teve início em 2011,  quando as autoridades do Reino Unido começaram a colaborar com a polícia portuguesa, e custou já aos cofres ingleses mais de 12,5 milhões de euros, sendo uma das mais dispendiosas dos últimos anos. O número de investigadores foi no entanto reduzido em 2015, de 29 para quatro.

Madeleine McCann ou Maddie, como ficaria conhecida internacionalmente, desapareceu do apartamento onde a família passava férias na noite de 3 de maio de 2007, na Praia da Luz, Lagos. Estaria no quarto a dormir com os dois irmãos gémeos, mais novos. Os pais jantavam num restaurante do empreendimento turístico quando a mãe foi verificar as crianças ao quarto e deu pela falta dela.