Pelo menos um homem armado disparou vários tiros de dentro de um veículo, na cidade italiana de Macerata, fazendo seis feridos, confirmou o presidente da câmara. A imprensa local, citada pela agência Reuters, adianta que os feridos são migrantes africanos e que o ataque pode ter motivos raciais. 

O suspeito já foi detido pelas autoridades e segundo a polícia trata-se de Luca Traini, de 28 anos. O italiano tem ligações a um partido de extrema-direita e foi candidato a um município pelo partido  Liga Norte. Terá feito a saudação nazi ao passar por um momumento. 

O presidente da câmara confirmou que seis pessoas ficaram feridas, uma em estado grave. Romano Carancini disse que as vítimas são cinco homens e uma mulher, todos de raça negra.

O ferido mais grave foi atingido no abdómen mas está consciente.

O italiano estava armado com um revólver e semeou o terror enquanto conduzia um Alfa Romeo pelas ruas de Macerata, cidade a mais de duzentos quilómetros a nordeste de Roma, junto da costa do mar adriático. Uma testemunha disse à Reuters que o atirador "andava no carro e quando via pessoas de corr, disparava". 

O atacante, envolto numa bandeira italiana, acabou por se entregar à polícia italiana sem oferecer resistência.

O tiroteio deste sábado ocorre poucos dias depois do corpo de uma jovem italiana com 18 anos ter sido descoberto, As autoridades encontraram o cadáver desmembrado  e escondido em duas malas. Um migrante nigeriano foi preso e é suspeito de ter ligações à morte da jovem.

O jornal Corriere della Sera adianta que o homem disparou de uma janela de carro contra dois jovens migrantes africanos, ferindo um deles. Pouco tempo depois, outra migrante e uma mulher africana foram baleadas.

A informação de que foram disparados vários tiros foi inicialmente confirmada pela polícia no Twitter que pediu para os habitantes ficarem dentro de casa, adiantando que estava em curso uma operação policial. 

A polícia disse também que os feridos são de nacionalidade estrangeira, mas que foram prontamente socorridos. 

Também a autarquia veio pedir à população que fique dentro de portas devido ao cerco que se viveu na cidade.