Centenas de migrantes na fronteira entre a Grécia e a Macedónia endureceram, esta segunda-feira, os protestos, por causa da demora das autoridades macedónias em autorizar a entrada no país. A polícia fronteiriça da Macedónia impediu mais de um milhar de migrantes e refugiados de atravessar a fronteira, de acordo com órgãos de informação locais, citados pela revista Newsweek.
 
Esta segunda-feira, chegam notícias de que vários migrantes coseram a própria boca em sinal de protesto e um grupo cortou o caminho-de-ferro que atravessa a fronteira. A agência de notícias sérvia Tanjug escreve ainda que, no domingo, um homem ameaçou cortar as próprias veias com uma lâmina.
 
A agência de notícias da Bulgária Bgnes descreve também que os manifestantes gritam “Não somos terroristas”, despiram-se, recusam agasalhos, comida ou água, em forma de protesto.
 
A agência Reuters divulgou uma série de fotografias que mostram homens com a boca cosida e migrantes em tronco nu, com palavras de ordem escritas no corpo, como “Matem-nos ou salvem-nos, por favor” e “Matem-nos. Não vamos voltar para o Bangladesh”.
 
As autoridades macedónias alegam que não se tratam de refugiados provenientes da Síria ou de países em guerra. Mas vêm de países como Marrocos, Argélia, Irão, Paquistão, Tunísia ou Bangladesh. Desde a última semana, as autoridades macedónias estão a limitar a entrada de migrantes no país e só deixam atravessar a fronteira, sírios, iraquianos ou afegãos.