A operação de resgate do fotojornalista norte-americano Luke Somers, que tinha sido raptado no Iémen, acabou da pior maneira. Tudo aconteceu na noite de sexta-feira e o presidente dos EUA, Barack Obama, já classificou o sucedido como um «assassínio bárbaro».
 
Somers estava sob vigilância dos membros da Al-Qaeda e tinha sido raptado há mais de um ano.
 
A morte do fotojornalista foi confirmada este sábado pelo secretário da Defesa norte-americano, Chuck Hagel, que adiantou que Somers foi morto pelos homens da organização.
 
No dia 4 de dezembro a Al-Qaeda ameaçou executar Somers num prazo de três dias, o que acabou hoje por se confirmar.
 
Um dia depois, a família do fotojornalista deixou um apelo aos membros da Al-Qaeda, na esperança da sua libertação, mas sem sucesso.

O outro refém abatido pelos membros da Al-Qaeda foi o professor sul-africano Pierre Korkie, que estava raptado desde Maio de 2013.
 
A organização Gift of the Givers, que estava a tentar negociar a sua libertação, confirmou a morte.

Obama lamenta mortes

O Presidente dos Estados Unidos condenou o «assassinato» dos dois reféns durante a operação destinada a libertá-los.

Em comunicado, Barack Obama denunciou o «bárbaro assassinato» e transmitiu condolências às famílias e amigos dos dois reféns, que terão sido mortos pelos sequestradores durante a operação de resgate realizada pelas forças especiais dos Estados Unidos, em conjunto com as autoridades iemenitas.

Obama garantiu que estas mortes não vão deter as tentativas do seu governo para libertar os reféns americanos e prometeu continuar a usar «todos os recursos militares, de informações e diplomáticos» para os resgatar.