Uma criança de 11 anos foi assassinada pelo próprio pai em frente a outras crianças, acompanhadas pelos pais, no final de um treino de críquete. O violento ataque ocorreu em Melbourne, na Austrália, e o menor, Luke Batty, morreu no local, apesar das tentativas dos paramédicos em socorrer os ferimentos que sofreu na cabeça com o embate do bastão de críquete.

O pai foi o responsável pelo ataque e acabou por ser abatido pela polícia, ainda no local, e morreu já no hospital. A mãe do rapaz, Rosie Batty, que nasceu em Inglaterra, estava também em Tyabb, um subúrbio de Melbourne, no momento do ataque.

«O que despoletou isto foi porque o pai tinha problemas mentais», disse a mãe do rapaz ao canal de notícias, Channel Nine. «Ele era sem-abrigo há vários anos, a vida dele estava a decair, tudo se tinha tornado pior e o Luke era a única coisa boa na vida dele», explicou.

«Ninguém amava mais o Luke do que o pai. Ninguém o amava mais do que eu. Ambos o amávamos. Eu estou em choque, incrédula, mas tenho o apoio da minha família e amigos», declarou, acrescentando que é vítima de uma família violenta e que espera que «se algo sair disto» que seja «uma lição para toda a gente».

A polícia adiantou que o homem confrontou os agentes com uma faca ao início da noite de quarta-feira. O comandante local explicou que quatro polícias tentaram falar com o homem, mas em vão. Acabaram por disparar «spray pimenta» antes de o atingirem no peito.