Sete grupos internacionais de direitos humanos, entre os quais a Human Rigths Watch, apelaram hoje à libertação imediata dos quinze ativistas detidos desde junho em Angola, e à retirada de todas as acusações.

Em comunicado, os grupos instaram a Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, que está reunida em Banjul, na Gâmbia, até dia 18, a aprovar uma resolução pedindo a libertação imediata dos ativistas angolanos e o fim de ameaças, assédio e intimidação dos defensores dos direitos humanos no país.

“A leitura dos livros e a sua discussão não é crime e ninguém que tenha participado numa atividade tão pacífica deve enfrentar a prisão”, disse Maria Lúcia da Silveira, diretora da Associação Justiça Paz e Democracia (AJPD), um grupo de direitos humanos de Angola.
 

Julgamento sumário de ativistas angolanos em Benguela adiado


O julgamento sumário de 18 jovens angolanos detidos há seis dias sob acusação de desobediência à autoridade, por tentativa de manifestação em Benguela, centro-litoral de Angola, foi esta quinta-feira adiado para sexta-feira, informou à Lusa a defesa.

"Estamos nisto desde terça-feira. O julgamento sumário foi adiado para hoje e agora o senhor juiz informou que já tinha processos marcados e que fica para amanhã [sexta-feira]. Entretanto, eles continuam detidos", lamentou David Mendes, da associação angolana Mãos Livres, que em conjunto com o advogado Francisco Viena vai assegurar a defesa destes jovens, sob detenção desde o dia 30 de outubro.

O julgamento sumário está agora agendado para as 10:00 de sexta-feira (menos uma hora em Lisboa), no tribunal do Lobito, província de Benguela.