A defesa dos ativistas angolanos acusados da preparação de uma rebelião denunciou esta sexta-feira que quase duas semanas depois de ter interposto recurso da manutenção da prisão domiciliária dos réus, o processo ainda não foi admitido pelo tribunal.

O recurso desta decisão da primeira instância deu entrada, segundo o advogado de defesa Luís Nascimento, a 19 de fevereiro, na 14.ª Secção do Tribunal Provincial de Luanda, que posteriormente tem de enviar o processo para apreciação do Tribunal Supremo, o que ainda não terá acontecido, perante a interrogação da defesa.

O juiz ainda não admitiu o nosso recurso, apesar de já o termos interposto há muito, a 22 de fevereiro. Uma vez admitido, temos de apresentar alegações, o que ainda não aconteceu", criticou Luís Nascimento.

Os ativistas foram detidos em junho, acusados de atos preparatórios para uma rebelião.