O ativista e jornalista angolano Rafael Marques disse que a amnistia para crimes com penas até 12 anos, aprovada pela Assembleia Nacional, é um "expediente político" para "aliviar a pressão" sobre o presidente José Eduardo dos Santos.

A medida poderá ser aplicada já em agosto a 8.000 condenados, por crimes cometidos até 11 de novembro de 2015 - com exceção dos de sangue ou sexuais -, mas Rafael Marques disse que "serve também para tentar dar uma folga ao sistema judicial", que ficou "totalmente exposto como um mero acessório político do Presidente e um antro de violação dos direitos humanos", referindo-se nomeadamente ao caso dos 17 ativistas angolanos.

A Lusa noticiou a 7 de julho passado que a amnistia aprovada então pelo Governo, e agora pelos deputados, beneficiaria igualmente os 17 ativistas condenados pelo Tribunal de Luanda a penas de prisão de até oito anos e meio, por rebelião e associação de malfeitores, incluindo o 'rapper' luso-angolano Luaty Beirão.