Os advogados que defendem os 17 ativistas angolanos acusados de prepararem uma rebelião denunciaram esta quinta-feira que a quatro dias do julgamento continuam sem ter acesso ao processo, queixando-se de falta de condições para uma "defesa justa".

Os quatro advogados que asseguram a defesa destes jovens, 15 dos quais em prisão preventiva desde junho, afirmam que continuam a não ter acesso ao processo, um mês depois do despacho de pronúncia, o qual terá "mais de 1.500 páginas", escutas e vídeos, apesar de o julgamento ter início agendado para segunda-feira, em Luanda.

"Como é que é possível ter um julgamento justo quando não sabemos o que está lá no processo? Já o tentamos consultar, mas há um despacho a dizer que somos a obrigados a ir ver no tribunal, porque é volumoso, mas depois eles próprios estão a mudar de tribunal e não informam oficialmente", queixou-se, em declarações à Lusa, o advogado Michel Francisco, que defende quatro dos arguidos neste processo.