A cadeia de supermercados «Tesco» anunciou que vai mandar retirar os «espetos» colocados à entrada de uma das suas lojas em Londres, considerados pela população como «objetos anti-mendigos».





Uma fila de espetos com cerca de 2,5 cm de altura foram colocados entre dois pilares da entrada da loja, alegadamente, para impedir que fumadores ou bêbados de se sentarem ali e intimidarem os clientes. No entanto, ativistas afirmam que o verdadeiro objetivo é impedir que mendigos durmam à porta da loja.

O mesmo já tinha acontecido com a entrada de um condomínio de luxo, que adotou a mesma estratégia.

«Alguns clientes afirmaram que se sentiam intimidados pelos comportamentos anti-sociais junto à nossa loja. Colocámos os «espetos» para tentar acabar com a situação, mas isso foi interpretado como uma medida anti-mendigos, e já decidimos que vamos removê-los. Vamos encontrar uma solução diferente e esperamos que a confusão fique esclarecida», afirmou um porta-voz da «Tesco» ao «The Independent».

Ambos os locais onde foram colocados os objetos foram criticados pelo grupo ativista, «Left Unity», que criou o movimento «Homes not Spikes», que afirma que os mendigos devem receber casas e não «espetos».

A «Left Unity» tentou cobrir os «espetos» com cimento, na loja em questão, mas sem sucesso, no entanto, avisou a cadeia «Tesco» que deve retirar todos os «espetos» das lojas onde foram instalados.

«Não queremos viver numa sociedade onde os espaços públicos estão cobertos de «espetos». Os sem-abrigo não são pombos», afirmou um porta-voz da «Left Unity».

«Em vez de deixarem as pessoas sem-teto, deviam colocá-las [os sem-abrigo] nas 700 mil casas vazias espalhadas pelo Reino Unido. OS sem-abrigo precisam de casas, não de espetos», continuou.